“Não ofereçam os membros do corpo de vocês ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros do corpo de vocês a ele, como instrumentos de justiça. Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da Lei, mas debaixo da graça.” (Romanos 6.13-14)
Já tive oportunidade de participar de uma dinâmica de
acampamento, em que o mergulho num poço de lama era o desafio para todos os
jovens. Eu era apenas um visitante, mas como imaginei que iriam me jogar no
poço, decidi me adiantar e pular logo no início, assim me livraria da
pegadinha. O poço era fundo e a lama quase preta e muito úmida, tanto que após
o mergulho só dava para ver o branco dos olhos e os dentes dos aventureiros da
lama.
Depois do mergulho o local de banho ficava há uns cinco quilômetros do poço,
sendo necessário caminhar no sol quente até chegar ao local onde havia água
limpa. Os primeiros momentos foram horríveis, lama em todo o corpo, mas,
surpreendentemente, a medida que caminhávamos, íamos nos acostumando com o
barro impregnado, a ponto de não causar mais tanto incômodo como no primeiro
contato.
Assim é que fica nosso corpo quando mergulhamos no lamaçal da impureza sexual,
quando enlameamos nossa mente com a pornografia, imagens animalescas, brutas,
deformadoras daquilo que é natural, vamos sentir uma repulsa inicial até que
nos acostumamos com a lama do pecado e nem sentimos mais falta da purificadora
Palavra de Deus.
Lama é lama, sujeira será sempre sujeira, pecado será sempre desastroso diante
das recomendações divinas. Não podemos nos acostumar com a lama, seja qual for
o grau da impregnação, quero dizer, pouco ou muito pecado sexual, pensamento ou
ação impura, precisamos do poder purificador do sangue de Jesus.
Enquanto o governo propaga a camisinha, nós propagamos a abstinência como forma
mais coerente e saudável de prevenção contra as doenças sexualmente
transmissíveis. Enquanto a sociedade anuncia e exalta a separação como fórmula
da felicidade, nós queremos fidelidade acima de qualquer desejo pessoal,
compreendendo que até que a morte nos separe, fomos feitos um para o outro e
com honra, respeito e submissão mútua, vamos vivendo para a glória de Deus.


